…DOM DE LÍNGUAS NA IGREJA…. USE CONFORME A PALAVRA DE DEUS


Irmãos meus, bem sabeis o que a Palavra nos revela acerca dos dons espirituais: “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes” (1Co 12.1). Paulo começa sua exortação mostrando quão grande importância se faz em discernir acerca dos dons espirituais. Hoje nas igrejas, de forma disseminada, o dom de línguas vem sendo aplicado de forma não condizente com os padrões bíblicos, muitas pessoas usam o dom de forma a competir com outros, demostrar que são batizados, pecam em não conhecer a verdade.

Paulo continua dizendo: “Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação” (2Co 14.1,2). O primeiro ensino de Paulo, é que o dom de línguas é um mistério entre o crente e Deus, mas o profetizar, revela, ensina e consola, pois fala em língua entendível, boa para a edificação da igreja. A palavra continua “que fala língua estranha edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja. E eu quero que todos vós faleis línguas estranhas; mas muito mais que profetizeis, porque o que profetiza é maior do que o que fala línguas estranhas, a não ser que também interprete, para que a igreja receba edificação” (1Co 14.4,5). Aquele que fala línguas estranhas, edifica a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja, a não ser que aquele que fala em línguas possa interpretar e dar uma mensagem de revelação, conhecimento e profecia afim de edificar a igreja, de outra forma, seu falar em público e vão, sem sentido a igreja. Paulo continua dizendo do que adiantaria ir ter com o povo em línguas estranhas? que aproveitaria? (versículo 6), não devemos desprezar o sentido da voz, assim como na natureza todos os sons distintos tem um sentido, assim também deve ser nosso proceder com o próximo, ou de outra forma seremos bárbaros para aquele que falamos e o que fala será bárbaro para mim, pois nada entenderemos (versículo 9-11). Procurai com desejo os dons espirituais, mas sabeis utilizá-los para a edificação da igreja, não como um troféu, como muitos hoje tem feito. “Pelo que, o que fala língua estranha, ore para que possa interpretar” (versículo 13), qual o proveito terá para a igreja falar em línguas, mas não haver interpretação? Porque assim está escrito “Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. Doutra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto o Amém sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes? Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado” (versículo 14-17). Falar em línguas no culto exige ordem e decência, precisamos aprender que esse dom dirigido em público é para a edificação da igreja e não uma forma de exibição. Como dirás o amém teu irmão, visto que não sabes o que fala? E muitos hoje quando um irmão fala em línguas, se derramam no amém e no aleluia! Mas sabes sobre o que dizes o amém? Confirmais o que não sabes, bendizeis o que não conhece. Tu é edificado, mas teu irmão, nada é. Paulo continua “Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida” (versículo 19). A Palavra de Deus é única, livre de erros, devemos agir como diz a Palavra, falar em línguas deve ser para nossa edificação e da igreja, mas dentro dos padrões bíblicos, quero orar pelo meu irmão, orarei com meu entendimento, ou como ele confirmará sua oração se não sabes o que fala? ou como eu saberei? Aqueles que pregam, tenhais sabedoria, exortando ao povo com a pura Palavra. Vejo em algumas igrejas, pregadores que ao não ter mais palavras, apelam ao falar em línguas, tentando emotivar a igreja, irmãos meus, devemos despertar nas pessoas o puro sentimento genuíno, a unção verdadeira, não aguçar a carne, pois muitos agem como diz Paulo “Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia e adultos no entendimento” (versículo 20).Muitos cristãos são pura carne, acreditam ser dominados pelo Espírito, mas apenas deixaram o emocional dominá-los, muitos ainda falam que não podem parar porque estão tomados pelo Espírito, pouco sabem que mesmo na unção, dominam sua carne, que o Espírito Santo não deixa ninguém fora de si, em transi, por isso, cuidado com essas manifestações, isso não procede de Deus, agem como meninos inconstantes movido pelo emocional. O mais importante, (versículo 23-25), nos ensina que se entrar na igreja um infiel e ver todos falando em línguas, achará que todos são loucos, mas se todos profetizarem, esse será descoberto dele mesmo, convencido do pecado e lançando-se sobre seu rosto, adorará a Deus. O culto deve ter ordem “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus” (versículo 26-28). A Palavra termina, exortando de forma bem clara e livre de dúvidas que em cultos públicos, o falar em línguas deve ser feito por dois, no máximo três e um de cada vez, se não houver alguém que interprete, esteja calado e ore consigo mesmo, o crente pode em silêncio, falar em línguas em oração pessoal dirigida a Deus, pois se todos falarem juntos, como operará o Espírito de Deus? Como dará a interpretação, muitas igrejas nunca receberam palavras de interpretação porque seu povo ignora as escrituras. Devemos orar em línguas, louvar, cantar conosco, em nossa intimidade, mas nos cultos públicos, devemos seguir o que diz a Palavra, sempre obedecendo a Deus, assim como termina a Palavra “Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar e não proibais falar línguas. Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (versículo 39-40). Deus abençoe a todos.

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